Governo Rafael fala em cota para egressos, mas esquece o trabalhador honesto que está desempregado no Piauí
O Piauí tem metade dos trabalhadores na informalidade. Pais e mães de família vivem de bico, sem carteira e sem segurança. Rafael prometeu 80 mil empregos, mas o povo segue esperando. O governo fala em cota para egresso do sistema prisional, mas não garante oportunidade para o trabalhador honesto. Isso não é prioridade social. É inversão de valores.

O Piauí tem uma das situações mais cruéis do Brasil no mercado de trabalho. Metade da população ocupada ainda vive na informalidade. São homens e mulheres sem carteira assinada, sem décimo terceiro, sem férias, sem FGTS, sem segurança e sem garantia de renda no mês seguinte.
É o pai de família que sai de casa de moto procurando serviço. É a mãe que vende lanche, faz faxina, costura, cuida de criança, trabalha o dia todo e mesmo assim não consegue fechar as contas. É o jovem do interior que termina os estudos e não encontra uma porta aberta. É o trabalhador honesto que nunca teve ajuda do governo e continua abandonado.
Foi para esse povo que Rafael Fonteles prometeu gerar 80 mil empregos. Prometeu oportunidade. Prometeu desenvolvimento. Prometeu um novo tempo.
Mas cadê esses empregos?
O que se vê na vida real é desemprego, subemprego, informalidade e gente sobrevivendo como pode. O governo faz propaganda, mas o povo continua esperando a oportunidade que foi prometida.
E é justamente nesse cenário que cresce a revolta: o governo não consegue garantir emprego para o trabalhador honesto, mas aparece com regra, política e cota para quem saiu do sistema prisional.
Não se trata de negar a importância da ressocialização. Toda pessoa que cumpriu sua pena deve ter caminho para recomeçar dentro da lei. O problema é a inversão de prioridade.
Antes de criar vitrine para mostrar sensibilidade com quem deve ou já deveu à Justiça, o governo deveria mostrar sensibilidade com o piauiense que nunca cometeu crime, que trabalha duro, que paga imposto, que cria filho com dificuldade e que nunca recebeu uma oportunidade real do Estado.
Que mensagem o governo passa quando o cidadão honesto bate de porta em porta atrás de emprego e não encontra nada, enquanto o poder público reserva vagas em contratos pagos com dinheiro do povo para egressos do sistema prisional?
Que justiça social é essa que lembra de quem errou, mas esquece de quem passou a vida tentando acertar?
O trabalhador piauiense não quer privilégio. Quer oportunidade. Quer dignidade. Quer emprego de verdade. Quer carteira assinada. Quer salário no fim do mês. Quer poder comprar comida, pagar energia, cuidar dos filhos e viver sem depender de promessa de político.
Mas o Governo Rafael Fonteles parece não entender essa dor. Parece não ouvir o trabalhador informal. Parece não enxergar a angústia de quem vive sem renda fixa. Parece não saber o que acontece no interior, onde a falta de emprego empurra famílias inteiras para a dependência, para o bico, para o improviso e para a humilhação.
A pergunta que fica é direta: por que o governo é tão rápido para criar regras de reserva de vagas, mas tão lento para cumprir a promessa de gerar emprego para o povo?
O Piauí não precisa de política pública feita para manchete. Precisa de emprego chegando na ponta. Precisa de indústria. Precisa de comércio forte. Precisa de obras que contratem gente local. Precisa de qualificação profissional de verdade. Precisa de crédito para pequenos empreendedores. Precisa de oportunidade para o jovem do interior. Precisa de respeito ao trabalhador que vive esquecido.
O que revolta não é alguém tentar recomeçar a vida. O que revolta é o governo esquecer quem nunca parou de lutar.
Enquanto Rafael Fonteles não entregar os empregos prometidos, qualquer discurso sobre inclusão vai soar incompleto, injusto e desconectado da realidade. Porque inclusão de verdade começa pelo povo que está na fila do desemprego, pela mãe que não tem renda, pelo pai que vive de diária, pelo jovem que quer trabalhar e pelo trabalhador honesto que está abandonado.
Um governo que prioriza discurso, cota e propaganda, mas não entrega emprego para quem mais precisa, não conhece a dor do povo.
E o Piauí está cansado de promessa.
Está cansado de ser usado em campanha.
Está cansado de ver o governo cuidar da narrativa enquanto a população cuida sozinha da própria sobrevivência.
Antes de falar em cota para egresso, Rafael precisa responder ao povo: onde estão os 80 mil empregos prometidos?
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