Ciro critica novos empréstimos de Rafael e cobra valorização de servidores
Ciro Nogueira criticou Rafael Fonteles após novas operações de crédito de mais de R$ 1,5 bilhão avançarem na Alepi e cobrou prioridade para médicos, policiais e professores.

Em publicação nas redes sociais, Ciro questionou a política de endividamento adotada pela gestão petista e sugeriu que, em vez de contrair novos empréstimos, o governador deveria anunciar medidas concretas para áreas essenciais, como saúde, segurança pública e educação.
“Imagine se, em vez de pegar empréstimos que não trazem resultado nenhum para o estado, o governador Rafael anunciasse que vai dobrar o número de médicos, policiais e professores — ou mesmo dobrar o salário dos que já temos?”, publicou o senador.
A crítica ocorre após a Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação da Alepi aprovar autorizações para três novas operações de crédito solicitadas pelo Governo do Estado. Os financiamentos envolvem recursos para o Programa Estradas Seguras, fortalecimento da rede pública estadual de saúde e obras de saneamento na zona rural.
Apesar da justificativa oficial de que os empréstimos serão destinados a investimentos estruturais, a oposição vê com preocupação o ritmo de endividamento do Piauí. Para Ciro Nogueira, o problema não está apenas em tomar dinheiro emprestado, mas na falta de resultados visíveis para a população.
O senador também criticou o peso da dívida pública nas contas estaduais e afirmou que o governo Rafael já compromete valores elevados com juros e amortizações. Para ele, o dinheiro que hoje abastece bancos e financiamentos poderia estar sendo usado para melhorar salários, ampliar equipes e fortalecer serviços públicos.
A crítica de Ciro atinge diretamente o discurso do Palácio de Karnak, que tenta vender os empréstimos como sinal de capacidade de investimento. Na visão da oposição, porém, o governo troca planejamento por propaganda e deixa uma conta pesada para o futuro do estado.
Durante a tramitação na Alepi, deputados da oposição também levantaram alerta sobre a capacidade de pagamento do Piauí. O deputado Gustavo Neiva, do Progressistas, votou contra as operações e afirmou que o estado está entrando em um caminho perigoso, com comprometimento das finanças a curto, médio e longo prazo.
Enquanto o governo insiste em falar em progresso, Ciro Nogueira coloca outra pergunta na mesa: onde estão os resultados práticos de tantos empréstimos?
Para a oposição, o piauiense comum ainda enfrenta hospitais sobrecarregados, falta de profissionais, insegurança, escolas com problemas estruturais e servidores cobrando maior valorização. Nesse cenário, a nova rodada de crédito reacende a desconfiança sobre a real prioridade do governo Rafael Fonteles.
A provocação de Ciro é direta: antes de anunciar mais dívida, o governador deveria explicar por que tantos recursos ainda não se transformaram em melhoria concreta na vida da população.
O embate reforça uma das principais críticas da oposição ao atual governo: o Piauí estaria sendo administrado com base em empréstimos, marketing e promessas, enquanto os serviços essenciais continuam exigindo respostas urgentes.


